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Império de Casa Verde será punida por tumulto durante apuração no Carnaval paulista


A escola de samba paulistana Império de Casa Verde deixará de receber recursos da Prefeitura no Carnaval de 2013, informou o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab na manhã desta quinta-feira (12). Em 2012, o valor foi de R$ 700 mil. A medida é uma punição por conta tumulto causado por um membro da escola durante a apuração de votos do carnaval deste ano.

Na ocasião, Tiago Ciro Tadeu Faria invadiu a área reservada aos jurados e rasgou os envelopes que continham as notas, quando faltavam apenas dois critérios para a apuração terminar.

Em entrevista ao “SPTV”, da TV Globo, o prefeito confirmou ainda que a Império de Casa Verde e as outras 21 escolas serão penalizadas com multas, com valores próximos aos R$1.900. Entre elas, seis – cujos nomes não foram divulgados - terão de pagar cerca de R$ 7 mil.

A estrutura do Carnaval paulista também passará por mudanças. Segundo Kassab, a prefeitura irá assumir a gestão de “todo o local do Carnaval”. Ela também será responsável “pela segurança e pela escolha do local da apuração”.
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Unidos da Tijuca é a campeã do carnaval carioca 2012
Em disputa apertada, escola da Zona Norte ganhou o título pela 3ª vez.
Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá foram rebaixadas.




A Unidos da Tijuca foi eleita a campeã do carnaval carioca nesta quarta-feira (22). A escola da Zona Norte é a vencedora pela terceira vez em sua história após uma acirrada disputa na apuração do Grupo Especial que aconteceu nesta tarde na Sapucaí. Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá foram rebaixadas para o Grupo de Acesso A. O desfile das campeãs acontecerá no dia 25 de fevereiro (sábado), com a apresentação das seis primeiras classificadas.

A Unidos da Tijuca, campeã em 1936 e 2010, apostou mais uma vez na criatividade do carnavalesco Paulo Barros, famoso por trazer inovação para a Passarela do Samba. A escola trouxe vaqueiros, sanfonas e baião para celebrar Luiz Gonzaga, que completaria cem anos em 2012 se estivesse vivo.

O enredo teve o título de "O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o Rei Luiz do Sertão". A Tijuca alcançou 299,9 pontos, somente 0,2 a frente da Salgueiro.


Líder o tempo inteiro

Treze agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro disputaram o título de campeã do carnaval. Quarenta jurados avaliaram dez quesitos: mestre-sala e porta-bandeira, fantasia, conjunto, evolução, alegorias e adereços, comissão de frente, harmonia, bateria, enredo e samba-enredo.

O começo da apuração foi marcado por uma forte disputa entre Unidos da Tijuca e Vila Isabel. Até o quarto quesito analisado, o de  alegoria, as duas dividiram a liderança, seguidas por Salgueiro e Beija-Flor.

A partir de alegoria, a Tijuca se isolou no 1º lugar, com a Vila Isabel caindo para a quarta posição após receber um 9,7. Após as notas de comissão de frente, as escolas ficaram separadas por apenas 0,2. Depois da divulgação do quesito bateria, Salgueiro entrou na disputa e continuou na briga até o final, ficando em 2º lugar.

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Inocentes de Belford Roxo vence Acesso e estreia no Especial em 2013

Escola ganha título contando as lendas e histórias de Corumbá (MS).
Presidente da Lesga afirma que nenhuma escola será rebaixada.



 

A Inocentes de Belford Roxo, escola da Baixada Fluminense, é a campeã do Grupo de Acesso A e fará sua estreia no Grupo Especial em 2013. A escola desfilou o enredo “Corumbá - Ópera Tupi Guaikuru”, assinado pelo carnavalesco Wagner Gonçalves.

Com cinco alegorias e 2,5 mil componentes, a escola tricolor foi a quarta a se apresentar no sábado de carnaval (18) e prestou uma homenagem a Corumbá, contando lendas e histórias da cidade sul-mato-grossense. Para comemorar o título, a escola prepara uma festa para a comunidade em sua quadra.

O carnavalesco Wagner Gonçalves disse que o patrocínio recebido de Corumbá foi determinante para a vitória da Inocentes no Acesso A. “A escola ganhou um gás. A gente conseguiu colocar as alegorias e fantasias mais suntuosas. Isso alegrou a comunidade”, declarou. Para o diretor de carnaval Marcelo Varanda, estruturar-se para o Grupo Especial é questão de tempo. “A Inocentes vai desfilar não só para passar. Ela vai entrar no Grupo Especial como escola grande que ela é. Vamos brigar de igual para igual”, garantiu.

A escola vice-campeã foi o Império Serrano, que este ano homenageou Dona Ivone Lara. Em seguida, na classificação, vieram Império da Tijuca, Cubango, Viradouro, Santa Cruz, Estácio de Sá, Rocinha e Paraíso do Tuiuti.


Vaias, protestos e notas não lançadas


Durante a apuração do Grupo de Acesso A houve momentos de tensão.
Algumas notas em quesitos como “Mestre-sala e porta-bandeira” e
“Samba-enredo” não foram lançadas pelos jurados, o que gerou
protestos, vaias e xingamentos de torcidas. O jurado Luiz Carlos
Guimarães, de “Samba-enredo”, deixou de dar nota a quatro escolas:
 Estácio de Sá, Império da Tijuca, Império Serrano e Acadêmicos do
Cubango. De acordo com o regulamento, a maior nota dada no quesito
foi duplicada.



Este ano, nenhuma escola será rebaixada para o Grupo de Acesso B. Antes de iniciar a leitura das notas, o presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso (Lesga), Reginaldo Gomes (que também é presidente da Inocentes de Belford Roxo), declarou que nenhuma escola do Grupo de Acesso A será rebaixada este ano.

O motivo, segundo Gomes, foi a falta de repasse de verba a tempo dos desfiles e ainda a indefinição do local dos barracões das escolas, que foram despejadas do Carandiru, antigo galpão retomado pela prefeitura para obras do projeto Porto Maravilha.

Com o não-rebaixamento, onze escolas passam a compor o Grupo de Acesso A em 2013. Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá foram as duas últimas colocadas no Grupo Especial este ano e voltam a desfilar no sábado de carnaval ano que vem. A campeã do Grupo de Acesso B também sobe para o Acesso A.

“A gente está triste pelo decesso, mas continua com a mesma força que começamos o carnaval”, declarou o carnavalesco da Renascer, Edson Pereira, após o resultado.

“Algumas coisas deram errado, outras deram certo. Agora é juntar forças para, no ano que vem, a gente voltar pro lugar de onde não deveria ter saído”, lamentou o mestre de bateria do Porto da Pedra, Thiago Diogo.

Campeã do Grupo Especial
A Unidos da Tijuca foi eleita a campeã do carnaval carioca nesta quarta-feira (22). A escola da Zona Norte é a vencedora pela terceira vez em sua história após uma acirrada disputa na apuração do Grupo Especial que aconteceu nesta tarde na Sapucaí. Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguáx foram rebaixadas para o Grupo de Acesso A. O desfile das campeãs acontecerá no dia 25 de fevereiro (sábado).

A agremiação, campeã em 1936 e 2010, apostou mais uma vez na criatividade do carnavalesco Paulo Barros, famoso por trazer inovação para a Passarela do Samba. A escola trouxe vaqueiros, sanfonas e baião para celebrar Luiz Gonzaga, que completaria cem anos em 2012 se estivesse vivo.

O enredo teve o título de "O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o Rei Luiz do Sertão". A Tijuca alcançou 299,9 pontos, somente 0,2 a frente da Salgueiro.



Veja a classificação do Grupo de Acesso A, Rio de Janeiro:



1 - Inocentes de Belford Roxo (299,6)

2 - Império Serrano (298,3)

3 - Império da Tijuca (298,3)

4 - Acadêmicos do Cubango (298)

5 - Unidos do Viradouro (297,8)

6 - Acadêmicos de Santa Cruz (297,3)

7 - Estácio de Sá (297,2)

8 - Acadêmicos da Rocinha (296,1)

9 - Paraíso do Tuiutí (296)

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Mocidade Alegre é a campeã do carnaval 2012 em São Paulo
Agremiação do bairro Limão venceu com enredo sobre Jorge Amado; apuração foi marcada por brigas e depredação



Apesar do tumulto durante a apuração, a Mocidade Alegre sagrou-se campeã do carnaval paulistano em 2012. Este é o oitavo título da agremiação no Grupo Especial de São Paulo. O último campeonato tinha sido em 2009.

Mas o resultado tem um gosto amargo, que não condiz com a alegria do carnaval. Quem acompanhou todos os desfiles pode ter saído com a impressão de que São Paulo fez neste ano um dos melhores carnavais de sua história, marcado pelo equilíbrio entre as agremiações. A vitória da Mocidade não pode ser chamada de injusta. Assim como não seria injusto declarar Rosas de Ouro, Vai-Vai, Mancha Verde, Vila Maria (ou seja lá qual pavilhão) como as campeãs da folia na leitura das notas. Afinal, todas tinham condições de garantir o resultado. Porém, o que se viu foi um anúncio feito na calada da noite, com a frieza dos textos legais, quando a festa na quadra da vitoriosa já estava cancelada e os foliões em suas casas.


A leitura das notas foi interrompida quando torcedores e representantes das escolas de samba invadiram o palco da Liga e rasgaram as cédulas de apuração dos jurados. Um carro alegórico que estava na dispersão, inclusive, foi incendiado. "Isso denigre a imagem do carnaval, denigre a imagem da cidade de São Paulo. Eu estou envergonhada", lamentou a presidente da Mocidade, Solange Bichara.

A vitória da escola foi decretada em reunião pelos dirigentes das agremiações. A decisão foi baseada no artigo 29 do regulamento dos desfiles, no primeiro parágrafo. Segundo o texto, na falta de um julgador, será atribuída a maior nota dada por um jurado do quesito. Com a confusão, duas notas de comissão de frente, o último a ser apurado, foram perdidas. A decisão de manter o resultado da apuração, segundo o presidente da Liga, Paulo Sérgio Ferreira, foi votada por sete agremiações, contra cinco contrárias.

VEJA A CLASSIFICAÇÃO FINAL


  1º - Mocidade Alegre (170 pontos)


  2º - Rosas de Ouro (169,8 pontos)


  3º - Vai-Vai (169,6 pontos)


  4º - Mancha Verde (169,5 pontos)


  5º - Unidos de Vila Maria (169,5 pontos)


  6º - Acadêmicos do Tucuruvi (169,4 pontos)


  7º - Tom Maior (169,3 pontos)


  8º - Dragões da Real (169,3 pontos)

  9º - Gaviões da Fiel (169,2 pontos)


10º - X-9 Paulistana (169,1 pontos)


11º - Império da Casa Verde (168,8 pontos)


12º - Águia de Ouro (168,5 pontos)

 

13º - Pérola Negra (168,1 pontos)
14º - Camisa Verde e Branco (166,2 pontos)




Com o resultado, a Pérola Negra, que homenageou a cidade de Itanhaém, e a Camisa Verde e Branco, que voltou ao Especial neste ano, foram rebaixadas. Nenê de Vila Matilde e Acadêmicos do Tatuapé foram as campeãs do Acesso e voltam à elite em 2013.

O desfile da Mocidade surpreendeu com o enredo “Ojuobá - No Céu, os Olhos do Rei... Na Terra, a Morada dos Milagres... No Coração, Um Obá Muito Amado!”.

A letra homenageava o escritor baiano Jorge Amado e o livro "Tenda dos Milagres", que trata da repressão da elite branca aos rituais religiosos dos negros.

O carnavalesco Sidnei França levou à avenida o sincretismo religioso e a representação dos orixás abusando de cores vivas, o que já é marca da agremiação. Conquistou o campeonato após ficar na 7ª colocação no carnaval de 2011.

Aline de Oliveira é elevada acima da bateria para tocar surdo de terceira, instrumento que dá um 'balanço' a mais no ritmo do samba

A escola desfilou no domingo (19) e foi a terceira a entrar no Anhembi. A bateria Ritmo Puro, do Mestre Sombra, levantou a avenida.

Segura de sua harmonia, a agremiação do Limão parou totalmente o som e deixou a música por conta dos componentes e das arquibancadas, semelhante ao que fez em 2011.

Um dos pontos fortes foi a rainha Aline de Oliveira, que veio à frente da bateria tocando surdo de terceira, instrumento que dá um "balanço" à marcação –isso só foi possível porque a passista já havia desfilado dois anos com os ritmistas, antes de virar destaque da agremiação.


O abre-alas mostrou a evocação a Xangô, o orixá da justiça, uma representação contra a elite branca baiana que reprimia os rituais religiosos dos negros.

A ala das baianas pintou a avenida de duas cores, dourado e prata, representando a procissão de Nossa Senhora da Conceição e a lavagem da escadaria da igreja de Nosso Senhor do Bonfim.
Fechando o desfile, Jorge Amado foi coroado um Obá de Xangô, título honorário aos defensores do terreiro, por uma enorme Mãe Senhora vestida de baiana.

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Confusão e quebra-quebra na apuração de São Paulo
Minutos antes do anúncio da escola vencedora do carnaval 2012, torcedores invadiram o palco da mesa de apuração. Comente!



Corre-corre e muita confusão marcaram a apuração dos desfiles das escolas de samba de São Paulo. No momento em que eram lidas as notas do último quesito, Comissão de Frente, representantes das torcidas avançaram sobre a mesa de apuração e rasgaram envelopes e folhas com as anotações dos jurados.


"As escolas têm de saber perder. O jogo é jogado", disse o presidente dfa Liga das Escolas de Samba, Paulo Sérgio Ferreira. Segundo ele, não há a possibilidade de suspensão do julgamento. "Nós vamos avaliar se tem condições de continuar com a leitura das notas. Se não tiver, fica o resultado que está agora" , explicou. Se isso acontecer, a Mocidade Alegre é a campeã do carnaval 2012. Camisa Verde e Branco, que voltou ao Especial neste ano, e a Pérola Negra estão rebaixadas.


Até o momento da confusão, a Mocidade tinha 160 pontos. A Rosas de Ouro, em segundo, acumulava 159,8 (veja aqui a tabela com as notas dos jurados). Ainda seriam lidas duas notas para cada escola. Se a Mocidade levasse pelo menos mais um 10, seria a campeã.


Grades de proteção foram derrubadas e a área onde ficavam os alimentos doados como entrada no local foi invadida. Quase meia-hora após a confusão, carros alegóricos que estavam na dispersão foram incendiados.

A polícia tentou conter principalmente os torcedores da Gaviões da Fiel, revoltados com algumas notas baixas, e da Império da Casa Verde. Após a confusão dentro do sambódromo, torcedores da Gaviões ocuparam a pista local da Marginal Tietê, fechando o trânsito.

A escola Mocidade Alegre era franca favorita, conquistando notas máximas em todos os quesitos até então. 

Carros alegóricos são incendiados na dispersão, após a confusão no Anhembi

O Corpo de Bombeiros, por meio de sua assessoria, informou que vai enviar três veículos para o Sambódromo. No local, já haviam dois caminhões preparados.

Thiago Faria, de 29 anos e integrante da Império de Casa Verde foi o rapaz que subiu à área reservada e rasgou as notas que ainda seriam lidas. Ele foi identificado pela polícia e já está preso. Cauê Santos Pereira, de 20 anos, membro da Gaviões da Fiel, também foi detido.

Os dois deverão ser indiciados pelos crimes de vandalismo e danos ao patrimônio público e vão responder na Justiça.

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GRUPO DE ACESSO RIO DE JANEIRO - RESULTADO FINAL 2012

 

Veja a classificação



1 - Inocentes de Belford Roxo (299,6)

2 - Império Serrano (298,3)

3 - Império da Tijuca (298,3)

4 - Acadêmicos do Cubango (298)

5 - Unidos do Viradouro (297,8)

6 - Acadêmicos de Santa Cruz (297,3)

7 - Estácio de Sá (297,2)

8 - Acadêmicos da Rocinha (296,1)

9 - Paraíso do Tuiutí (296)

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Unidos de Vila Isabel leva Estandarte de Ouro de Melhor Escola de Samba


Conheça os vencedores do Estandarte de Ouro 2012:

 

Melhor Escola: Unidos da Vila Isabel

Melhor Mestre-Sala: Julinho, da Vila Isabel

Melhor Porta-Bandeira: Rute, da Vila Isabel

Melhor Enredo: Vila Isabel

Melhor Ala das Baianas: Vila Isabel

Personalidade: Rosa Magalhães, da Vila Isabel

Melhor Samba-Enredo: Portela

Melhor Intérprete: Gilsinho, da Portela

Melhor Bateria: Portela

Melhor Passista Masculino: Walcir Pelé, da Portela

Melhor Passista Feminino: Nilce Fran, da Portela

Melhor Comissão de Frente: União da Ilha

Melhor Ala: Ala da Comunidade, da Unidos da Tijuca

Revelação: Mestre Noca, da Imperatriz Leopoldinense

Melhor Escola do Grupo de Acesso: Império Serrano

Melhor Samba do Grupo de Acesso: Império Serrano

 


A agremiação venceu na categoria 'melhor escola de samba do carnaval 2012' com o enredo “Você Semba Lá... Que Eu Sambo Cá. O Canto Livre de Angola!”.

O Estandarte de Ouro foi criado em 1972  e já distribuiu 622 troféus. Atualmente, as escolas de samba concorrem em 16  categorias. O júri desde ano foi formado por Adelzon Alves, Aloy Jupiara, Argeu Affonso, Dorina, Felipe Ferreira, Haroldo Costa, Luís Filipe de Lima, Lygia Santos, Marcelo de Mello, Carlinhos de Jesus e Isabela Capeto.


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Desfiles arretados de Tijuca e Salgueiro conquistam a segunda noite.

Mangueira agrada com apresentação mais carioca
Ilha, Grande Rio e São Clemente passaram bem pela Sapucaí



Ala que representa bonecos de barro de Mestre Vitalino encanta o público no Sambódromo Foto: Guito Moreto / O Globo

Ala que representa bonecos de barro de Mestre Vitalino encanta o público no Sambódromo Guito Moreto / O Globo

RIO - O universo nordestino foi o grande tema da segunda noite de desfiles no Sambódromo. Unidos da Tijuca (com “O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o Rei Luiz do Sertão”, em homenagem a Luiz Gonzaga) e Salgueiro (com “Cordel branco encarnado”) fizeram desfiles arretados, que encantaram o público com vaqueiros, romeiros e sanfoneiros, entre outros ícones da cultura do Nordeste. Mas a Mangueira também arrebatou boa parte do público com um desfile mais carioca (“Vou festejar! Sou cacique, sou Mangueira”) em que emoção falou mais alto, quando bateria e intérpretes silenciaram para os integrantes e o público cantarem o samba da verde e rosa sozinhos, por cerca de três minutos, numa “paradona”. União da Ilha do Governador (“Eu acredito em você! E você? Histórias de superação”), Grande Rio (“De Londres ao Rio: era uma vez... uma Ilha”, sobre Londres) e São Clemente (“Uma aventura musical na Sapucaí”, sobre musicais) também passaram bem pela avenida, sem grandes problemas.


No domingo, primeiro dia de desfiles, os grandes destaques foram Unidos de Vila Isabel, Portela e Beija-flor. Já a Mocidade Independente de Padre Miguel foi a preferida do público, segundo pesquisa do Ibope feita no Sambódromo.

Mesmo num enredo sobre Luiz Gonzaga, não faltaram no desfile da Unidos da Tijuca personagens pop como Michael Jackson (que, juntamente com Pelé, Roberto Carlos e outros “reis”) estiveram presentes em três setores da escola (incluindo duas alegorias: o abre-alas, que simbolizava o desembarque real, e o quinto carro, que mostrava a travessia pelo rio São Francisco). Mas o grande destaque do desfile idealizado pelo carnavalesco Paulo Barros foi o setor que trazia duas alas e um carro alegórico de componentes vestidos como bonecos de barro. A começar pelo segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Vinícius e Jackellyne, que evoluíram como esculturas de mestre Vitalino, em tom terracota. Combinando com eles, veio toda uma ala de bonecos de barro e a terceira alegoria, "Do barro se fez a vida", com esculturas vivas que fizeram a fama do carnavalesco, carregando sanfonas prateadas. Outro ponto alto do desfile foi a comissão de frente, com componentes escondendo-se em estruturas que representavam foles de sanfonas, remexendo-se como que ao som do instrumento, que arrancou gritos de "é campeã". Também no abre-alas, um modernoso aeroporto estilizado, alguns componentes estendiam uma enorme faixa com a foto de Joãosinho Trinta, para homenageá-lo.

Já o Salgueiro de Renato Lage e Márcia Lávia - que já brilharam com enredos futuristas - levou para a avenida o mundo do cordel ao pé da letra, no melhor sentido. A começar pela bateria Furiosa de mestre Marcão, que deu toques de xote ao samba, acertando em cheio no gosto popular. A ala das baianas também fez bonito, com todas elas rodando lindas roupas de cangaceira, para lembrar Maria Bonita, assim como a ala de Antônio Conselheiro, com integrantes usando vestes de padre estilizadas, em tom terroso, com estampas sertanejas nas barras, e carregando uma espécie de cajado com o espírito Santo na ponta. A nota dissonante, mais uma vez, foi a pressa: passada uma hora e oito minutos de desfile, ainda faltava meio Salgueiro chegar à Apoteose. O último carro passou voando pelo setor 9. A escola - que vem desfila tradicionalmente com muitos integrantes e carros pesados - por apenas dois minutos não repetiu este ano o que aconteceu em 2011, quando estourou o tempo e amargou um quinto lugar.

A Estação Primeira de Mangueira arriscou ao promover a “paradona”: atendendo um pedido do presidente da escola, Ivo Meirelles, os 250 ritmistas comandados por mestre Aílton Nunes ficaram sem tocar os instrumentos por cerca de três minutos aos 23 minutos da apresentação da verde e rosa. No primeiro minuto sem som, tudo ia bem. Mas o canto esmoreceu, e o som da bateria e dos intérpretes não voltava. Começou a parecer que era um problema técnico. Outras paradas se seguiram até que, aos 42 minutos, a pausa nos instrumentos e na voz dos puxadores gerou evidentes problemas de harmonia, com o canto atravessando na avenida. Ao que parece, a ideia da escola - que trouxe seus principais intérpretes, entre eles Luizito, acompanhado de Noca da Portela e Dudu Nobre, em uma espécie de tripé na bateria - era deixar o canto deles fluir como num grupo de pagode, enquanto o som oficial da avenida, onde estava plugados os microfones dos puxadores de apoio, no carro de som, era desligado nas paradinhas e paradonas. Mas não deu certo. Ao menos para quem não estava assistindo ao desfile exatamente em frente aos músicos, e que não os ouvia.

Outra inovação controversa da Mangueira foi trazer o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira no lugar do primeiro casal, que vinha "escondido" no meio da bateria e assumia seu lugar no meio do desfile. A novidade não aparecia na sinopse do desfile, chamada de abre-alas, distribuída pela Liga às vésperas do desfile. No roteiro da escola, não constavam sequer os dois casais, mas apenas a palavra "surpresa" na ala da bateria e na alegoria seguinte. A palavra "surpresa" também aparece na comissão de frente. A verde e rosa fechou seu desfile em exatos 82 minutos e terminou a apresentação aos gritos de "É campeã"!

Ao falar de uma ilha, o Reino Unido, a União da Ilha acabou trazendo para a avenida a nobreza do samba da Ilha do Governador. E as fantasias ricas e bem acabadas do carnavalesco Alex de Souza souberam manter as características da escola, brincalhona e irreverente. Foi grande o impacto da chegada da comissão de frente à avenida, com a carnavalesca Maria Augusta de rainha da Inglaterra, ao lado do gari Sorriso, com uniforme de gala, em uma imponente carruagem, acompanhada de cavalos reais. A bandeira insulana vinha na vassoura de Sorriso, que levantou o público com seu gingado. Outros dois bons momentos da Ilha na avenida foram a ala que encenava a tragédia de Romeu e Julieta, e a dos chá das cinco, com integrantes fantasiados de xícaras em volta de uma foliã fantasiada de bule, cuja tampa era uma sombrinha. As alas que formavam os cinco arcos olímpicos, com integrantes em azul, preto, amarelo, vermelho e verde brincando de roda, já no último setor, arrancaram palmas.

A São Clemente entrou na avenida com determinação para se manter no Grupo Especial. E agradou com as paradinhas da bateria dos mestres Gilberto Almeida e Caliquinho, que teve direito a solos de violino ("um violino anuncia, vem viajar com a magia", dizia o samba). A escola da Zona Sul, que cantou um enredo sobre espetáculos musicais de sucesso, surpreendeu com inovações como uma imensa mulata inflável, que parecia sambar enquanto flanava sobre o último setor da escola. O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Anderson e Monique, também fez sucesso com o público representando “A bela e a fera” e foi muito aplaudido. Ele, caracterizado com máscara e rabo, carregava uma flor vermelha para cortejar sua bela. Outro destaque foi a ala de Cats, com integrantes vestidos com quentíssimas roupas de gato que iam em direção às frisas para mostrar as garras para o público, como no musical.

Para fechar a noite, a Grande Rio apostou na superação como tema do seu desfile. A comissão de frente divertiu o público ao tratar das formas de superação dos medos da infância com uma performance que contou com a participação dos atores Katiuscia Canoro, Samantha Schmütz, Wagner Trindade e Marcos Veras, do quadro das crianças no programa humorístico "Zorra Total" sobre uma imensa cama onde se escondiam fantasmas. Também agradou a interação entre a rainha de bateria Ana Furtado e seus ritmistas. Em alguns momentos eles abriam alas para que ela desfilasse entre seus súditos. Apesar do bom acabamento das fantasias, o que pode prejudicar a agremiação foi o desleixo de alguns foliões que, mesmo em frente a alguns módulos de jurados, paravam para arrumar a própria roupa. Outros chegaram a desfilar apenas com chinelos de dedos ou sem adereços, como chapéus. Também podem causar problemas de evolução um buraco aberto em frente à terceira alegoria, em frente ao setor 7, e a correria dos integrantes ao fim do desfile.


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DESFILE GRUPO ESPECIAL - SEGUNDA NOITE EM SP

 

Escolas da segunda noite de desfiles em SP prestam várias homenagens



No sábado (18), as escolas homenagearam o ex-presidente Lula, Jorge Amado, a Tropicália com Caetano, Gil e Rita Lee.

Na segunda noite de desfiles, em São Paulo, no sábado, as escolas homenagearam o ex-presidente Lula, Jorge Amado, a Tropicália com Caetano, Gil e Rita Lee.

Teve também samba enredo para as mães. Desde a mãe natureza até as mães adotivas. A Dragões da Real chegou para impressionar e com enredo de mexer com o coração: mães.

Depois veio a Pérola Negra, falando de Itanhaém, no litoral paulista. A segunda cidade mais antiga do Brasil. Os cem anos do escritor baiano Jorge Amado foram lembrados pela Mocidade Alegre, que desfilou os personagens do livro "Tenda dos Milagres”.

Com pianos, a Águia de Ouro criou um carro para lembrar os festivais de música popular brasileira para contar a história da Tropicália. E nele firam artistas Caetano Veloso, Rita Lee, Gilbeto Gil.

“Já estou tomado completamente, senti a alma do carnaval presente. Embora nem todo mundo acredite nessa religião do carnaval. Mas eu acredito”, fala o cantor Gilberto Gil.

“Pra mim é uma beleza. Começa que encontrei logo Rita Lee. O Gil eu vejo mais, mas Rita fazia tempo que não via e encontrei Roberta Miranda, Angela Maria e Cauby Peixoto. Puxa vida! São pessoas que eu adoro”, diz o cantor Caetano Veloso.

“Sabe o que eu pareço hoje? Uma menina de 15 anos que vai debutar. Estou nervosíssima”, conta a cantora Angela Maria.

Em tempo real, as mensagens recebidas por redes sociais se destacavam no abre-alas da Unidos de Vila Maria. A escola falou das mãos que teclam, pedem proteção, fazem arte.

A vida do ex-presidente Lula foi cantada pela Gaviões da Fiel. Por causa do tratamento contra um câncer na laringe, Lula não pode ir. Foi representado por dona Marisa.

A Tom Maior encerrou o desfile pedindo paz. Trouxe um exército de anjos e mostrou o futuro: as crianças vivendo numa terra sem violência.


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GRUPO ESPECIAL  SÃO PAULO

 


Escolas abrem desfile do Grupo Especial em SP nesta sexta-feira


Nos dois dias de desfiles, o sambódromo de São Paulo vai receber 60 mil pessoas. Quem abre a primeira noite é a Camisa Verde e Branco, que volta ao Grupo Especial após três anos.




Depois de meses de trabalho nos barracões das escolas, é hora de dar acabamento na avenida. Na corrida contra o tempo, está a busca da perfeição. E mesmo quem não vai desfilar já está no clima.

Nos dois dias de desfiles, o sambódromo de São Paulo vai receber 60 mil pessoas. A poucas horas do inicio da festa, é o bloco da limpeza que está na avenida. A maioria dos carros alegóricos já está pronta, e eles já estão posicionados pela ordem de entrada das escolas.

Uma olhada rápida nos revela a riqueza que é a festa paulistana. Nos carros, mitos da história, deuses do homem e da natureza, anjos e guerreiros lado a lado. Ao fundo, está um grande veículo, um monumento ao futuro. O Carnaval de São Paulo é cada vez mais a cara da cidade que acolhe todas as culturas.

Quem abre a primeira noite é a Camisa Verde e Branco, que volta ao Grupo Especial depois de três anos, trazendo muito amor para a avenida. O desafio da escola será traduzir esse sentimento.

A Império da Casa Verde vai falar sobre a evolução das ciências que cuidam da visão, e mostrar ao público as diferentes formas de enxergar a vida.

Aperte o cinto, a X-9 Paulistana vai passar. Com ela, o mundo dos sertões que o rally mais famoso do Brasil ajudou a desbravar.

A Vai-Vai, a grande campeã do ano passado, exalta as mulheres brasileiras de ontem e de hoje.

Tem Carnaval também na Hungria. Quem traz a folia húngara ao Anhembi é a Rosas de Ouro, com o tema que desvendas as fantasias do país europeu.

A mãe África será duplamente lembrada. Sua história e natureza entram na avenida com a acadêmicos do Tucuruvi, a vice-campeã do ano passado.

A Mancha Verde vai exaltar as religiões e os jogos místicos africanos que enriquecem a nossa cultura

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GRUPO DE ACESSO RIO DE JANEIRO

 


   

1ª - Paraíso do Tuiuti
Estreante na agremiação, o carnavalesco Jack Vasconcelos adiantou que as baianas virão representando as mães de santo. O abre-alas será acoplado e terá cinco coroas, um dos símbolos da escola, que vão ganhar movimento na Avenida. Uma de suas paixões, o mar será representado na segunda alegoria, que vai trazer sereias e uma escultura do rosto da homenageada, com uma coroa de conchas.

No carro, 25 bailarinos coreografados por Andrea de Cássia vão simular o balanço do mar, com fitas e dança. Uma das alegorias vai trazer uma réplica da águia da Portela, escola de samba da cantora, com 13 metros de comprimento. “É um enredo muito lúdico. Pesquisei mais de 200 letras de músicas para montar esse desfile, e acho que a Sapucaí vai se emocionar com a Tuiuti”, disse Jack.


 

2ª - Acadêmicos da Rocinha
Em seu segundo ano na Rocinha, o carnavalesco Luis Carlos Bruno quer mostrar como uma praça pode influenciar no nascimento de uma cidade. Com colunas gregas e estátuas vivas, o abre-alas vai representar a praça ateniense. Já o segundo setor ganha um ar romântico ao abordar o surgimento de uma praça na cidade brasileira, com direito a igreja e coreto.

Uma das 5 alegorias que a Rocinha vai levar para a Sapucaí também vai representar componentes vestidos de bebês dentro de um grande carrinho levado por uma babá. As modalidades esportivas estarão no quarto setor da escola, que vai representar a Praça da Juventude. Cerca de 2 mil bolas foram usadas para compor a alegoria, segundo Luiz Bruno.

   

3ª - Estácio de Sá
Após reinar anos à frente de baterias das escolas de samba do Rio, a musa Luma de Oliveira será o enredo da Estácio de Sá, que vai levar 5 alegorias e 2,5 mil componentes para voltar ao Grupo Especial. E será com um grande cortejo que a vermelha e branca quer fazer essa homenagem, com o enredo “Luma de Oliveira: coração de um país em festa!”, do carnavalesco Marcus Ferreira.

De acordo com o carnavalesco, o enredo não é biográfico. Ele contou se inspirou no texto “I give love”, de João Bosco, para o carnaval da Estácio. O leão, símbolo da escola, virá em dois momentos, na abertura e no encerramento, conduzindo a homenageada. As manifestações carnavalescas brasileiras vão dar o tom do desfile, pedindo passagem para a musa.

Repleto de telhas de alumínio, fotos da homenageada e 2 km de neon, o abre-alas vai representar a favela carioca, trazendo personagens como compositores, mães baianas e negros vestidos de nobre. Uma das alegorias vai representar o carnaval da Cinelândia e terá como anfitrião o bloco de rua Cordão do Bola Preta. “Será um desfile a altura de uma eterna rainha”, disse Marcus.
Inocentes de Belford Roxo (Foto: Rodrigo Vianna / G1)

 

4ª - Inocentes de Belford Roxo
Com patrocínio forte, a Inocentes de Belford Roxo fará uma viagem a Corumbá, pequena cidade situada no Mato Grosso do Sul. Para conquistar o tão sonhado título, a escola vai levar 5 alegorias e 2,5 mil componentes para contar o enredo “Corumbá - Ópera Tupi Guaikuru”, do carnavalesco Wagner Gonçalves. Índios, lendas e a fauna mato-grossense compõe as 21 alas.

O carnavalesco que fazer uma releitura da cidade e causar no público o mesmo impacto que ele teve ao visitar o município pela primeira vez. Com carros grandiosos, coloridos e repleto de movimentos, a Inocentes quer ganhar o seu espaço no Grupo Especial e, para isso, não mediu esforços. Macunaíma, personagem de Mário de Andrade, foi o escolhido para conduzir essa viagem.

Com muito verde, o abre-alas vai representar a “sinfonia da natureza”, com a presença de índios e diversas espécies de plantas. Já a Guerra do Paraguai virá no terceiro setor, com caveiras e uma fragata, que promete surpresas na Sapucaí. Por fim, a Inocentes vai falar sobre a preservação e vai trazer uma alegoria mais high tech com efeitos de neon, projeções e movimento.
 

5ª - Império da Tijuca
Com o enredo “Utopias - Viagens aos confins da imaginação”, do carnavalesco Severo Luzardo, a Império da Tijuca quer despertar os maiores desejos do público na Sapucaí. Após conquistar o sétimo lugar em 2011, a verde e branca vai levar 5 alegorias e 2,5 mil componentes para uma viagem a mais de 50 lugares utópicos retratados em obras literárias do mundo todo.

Severo explicou ainda que o enredo Utopia é alegre, imaginário e cultural. O carro abre-alas é todo branco e falará sobre a Ilha Encantada da Utopia, criada pelo escritor irlandês Thomas Moore. No segundo setor, a Império da Tijuca mostrará os mundos que despertam fascínio e mexem com o imaginário humano. Os elfos e os reinos de unicórnio serão algumas passagens presentes no setor.

Jujubas, tortas, wafles e sorvetes prometem despertar o interesse das crianças no terceiro setor da escola. Em seguida, a Império da Tijuca fará uma viagem ao mundo do Macondo, do colombiano Gabriel Garcia Marquez, dos corsários e piratas, até chegar ao mundo do Reino de Sabá. No encerramento Severo promete transformar o Morro da Formiga no reino de Eufônia, o mundo das notas musicais.

 

6ª - Unidos do Viradouro
Vice-campeã do Grupo de Acesso A no carnaval de 2011, a Unidos do Viradouro vai apostar numa homenagem ao escritor Nelson Rodrigues para voltar ao Grupo Especial. Com o enredo “A vida como ela é, bonitinha, mas ordinária... Assim falou Nelson Rodrigues”, desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada, a vermelha e branca de Niterói vai levar alegorias coreografadas e surpresas para a Sapucaí.

O desfile da Viradouro será baseado nas obras, personagens e nas frases do escritor, de acordo com o carnavalesco Júnior Barata, que trabalha em parceria com o carnavalesco Alexandre Louzada. E será com uma grande máquina de escrever que a escola vai abrir o seu desfile, mostrando o lado cronista de Nelson Rodrigues. Cerca de 50 componentes virão como teclas.

Em seguida, os personagens do cotidiano de Nelson Rodrigues começam a invadir a Sapucaí e tomam conta do enredo. Obras importantes como “Vestido de noiva” e “A Serpente” virão representadas num dos 5 carros alegóricos da vermelha e branca. De acordo com Júnior Barata, a ousadia do escritor estará estampada nas fantasias dos 2,8 mil componentes, divididos em 27 alas.3



7ª – Acadêmicos de Santa Cruz
Por 60 minutos, a Marquês de Sapucaí vai se transformar numa grande estação de rádio. Pelo menos é o que propõe o enredo “Nas ondas do rádio... Acorda Brasil para escutar! O show do Antônio Carlos está no ar”, desenvolvido pelo carnavalesco Lane Santana, da Acadêmicos de Santa Cruz. A verde e branca promete fazer uma viagem pelas ondas sonoras e uma homenagem ao radialista Antônio Carlos, com direito a locutores e auditório.

“A gente pega um grande ícone do rádio brasileiro que é o Antônio Carlos, que é muito popular, e contamos a história do rádio no Brasil. Nós vamos abrir o desfile com a descoberta das ondas eletromagnéticas e teremos a comissão de frente como cientistas. A partir daí a gente começa a falar da descoberta do rádio aqui no Brasil, como um artigo de luxo”, disse Lane Santana.

Uma das cinco alegorias que a escola vai levar para a Sapucaí promete se transformar em pleno desfile. De acordo com o carnavalesco, componentes vão sair de dentro do carro alegórico e vão formar um auditório no meio da Avenida. O homenageado virá em cima do último carro e fará uma transmissão ao vivo de cima da alegoria. De acordo com o carnavalesco, o público que estiver com um rádio poderá conversar com Antônio Carlos ao longo do desfile.
 
   

8ª – Império Serrano
Considerada uma das escolas mais tradicionais do Rio de Janeiro, com nove títulos do Grupo Especial na bagagem, a Império Serrano fará uma homenagem à cantora Ivone Lara no carnaval deste ano. Para contar o enredo “Dona Ivone Lara: o enredo do meu samba”, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes, a verde e branca vai levar para a Avenida 5 carros alegóricos e 2,2 mil componentes.

De cara, o abre-alas chama a atenção pela grandiosidade e luxo. Com cerca de 30 metros de comprimento, a alegoria vai representar a cultura afro, com esculturas de leões, antílopes e marfim. Em seguida, a Império vai falar sobre o Theatro Municipal e o colégio Orsina da Fonseca, onda a sambista teve aulas de música. No alto haverá uma grande escultura de Vila Lobos.

Com ousadia, o carnavalesco vai levar no terceiro carro 18 casais coreografados encenando um baile e seis componentes como pianistas há cerca de nove metros de altura. De acordo com Mauro Quintaes, Ivone Lara foi a primeira mulher a ganhar um samba-enredo na Império Serrano. As baianas da escola serão homenageadas no último carro, onde também estará a cantora.



9ª - Acadêmicos do Cubango
Para fechar a noite de desfiles do Grupo de Acesso A, a Acadêmicos do Cubango vai fazer uma homenagem ao Barão de Mauá com o enredo “Barão de Mauá - Sonho de um Brasil moderno”, desenvolvido pelo carnavalesco Jaime Cezário. Para contar a história do banqueiro, a verde e branca de Niterói promete carros grandiosos, com bom acabamento e efeitos especiais.

O abre-alas representará o Rio de Janeiro da época de Pedro II. Os costumes europeus, a riqueza, o tráfico de escravos, a cana de açúcar e o café também estarão na abertura do desfile da escola. A escola pretende passar um pouco do sentimento defendido pelos barões de café. Em seguida, a escola vai falar sobre a industrialização, com o surgimento do Estaleiro Mauá, em Niterói. No estaleiro foram feitos 72 navios, alguns deles usados na Guerra do Paraguai.

Com direito a teatralização, o terceiro carro vai falar sobre o surgimento do banqueiro. Barão de Mauá cria um novo banco dando um percentual de retorno para quem aplicasse. O negócio começa a todo vapor e torna-se o maior banco do Brasil. Para fechar a noite, a Cubango pretende falar sobre a modernidade, com um trem-bala partindo para a estação Brasil e esculturas de três metros de altura.

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Vila Maria expulsa Larissa Riquelme e Brunete Fraccaroli




Faltando pouco mais de uma semana para o início do carnaval, a Unidos de Vila Maria anunciou que não vai mais contar com a mulher rica Brunete Fraccaroli nem com a modelo paraguaia Larissa Riquelme em seu desfile. A agremiação também se desligou da empresária Sylvia Design.

Em nota assinada pela diretoria, publicada nas redes sociais e no site da Vila Maria, a escola justifica que faltou comprometimento por parte das personalidades e “não vai servir de palanque para promoção pessoal de ninguém”. “Nossa estrela é nossa comunidade e nosso pavilhão”, finaliza o texto.


A assessoria de imprensa da agremiação, no entanto, explicou que não houve nenhum desentendimento com as foliãs de elite. No caso da arquiteta Brunete Fraccaroli, o motivo do desligamento foi a socialite ter aceitado um convite para desfilar na Vai-Vai, sem saber que só poderia se comprometer com uma entidade.

Essa não é a primeira vez que alguém deixa a Vila Maria por essa razão. Em 2011, os ex-BBBs Cacau e Eliéser tiveram de escolher entre a escola e a Unidos do Peruche. A verde e amarelo acabou levando a melhor na ocasião.

Larisse Riquelme tinha o título de musa da escola. A atriz Quitéria Chagas, madrinha de bateria, e a socialite Val Marchiori, embaixatriz da Vila Maria, estão garantidas em seus postos.

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DESFILES  EM SP

 

17-02


Hora*     Escola     Local
23h00     Camisa Verde e Branco     Sambódromo do Anhembi
00h05     Império de Casa Verde     Sambódromo do Anhembi
01h10     X-9 Paulistana     Sambódromo do Anhembi
02h15     Rosas de Ouro     Sambódromo do Anhembi
03h20     Vai-Vai     Sambódromo do Anhembi
04h25     Acadêmicos do Tucuruvi     Sambódromo do Anhembi
05h30     Mancha Verde     Sambódromo do Anhembi




18-02


Hora*     Escola     Local
22h30     Dragões da Real     Sambódromo do Anhembi
23h35     Pérola Negra     Sambódromo do Anhembi
00h40     Mocidade Alegre     Sambódromo do Anhembi
01h45     Águia de Ouro     Sambódromo do Anhembi
02h50     Unidos da Vila Maria     Sambódromo do Anhembi
03h55     Gaviões da Fiel     Sambódromo do Anhembi
04h00     Tom Maior     Sambódromo do Anhembi

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Qual rainha de bateria promete se destacar no Carnaval 2012?

 



 

Ellen Rocche, como rainha de bateria da Rosas de Ouro e Porto da Pedra


Viviane Araújo, como rainha de bateria da Salgueiro


Ana Furtado, como rainha de bateria da Grande Rio


Monique Alfradique, como rainha de bateria da Viradouro


Sabrina Sato, como rainha de bateria da Vila Isabel


Luiza Brunet, como rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense


Caroline Bittencourt, como rainha de bateria da Acadêmicos do Tucuruvi


Antonia Fontenelle, como rainha de bateria da Mocidade


Sheron Menezzes, como rainha de bateria da Portela

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CD com sambas-enredos do Grupo Especial é lançado no Rio
Presidente da Liesa aposta na diversidade dos temas.
Beija-Flor cedeu a bateria para tocar músicas de outras escolas.



O CD com os sambas do Grupo Especial do Rio foi lançado na noite de quinta-feira (1º), durante um evento com muita música e animação na Cidade do Samba, na Zona Portuária da cidade.

Para Jorge Castanheira, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), os sambas do carnaval 2012 estão bem diversificados.

“Os sambas estão bastante diferenciados, cada um com seu estilo, os enredos muito bons. Acho que nós teremos um belo prenúncio de um grande carnaval, se Deus quiser”, disse ele.

Por ser a campeã, a Beija-Flor cedeu sua bateria para acompanhar todas as escolas. O tema da escola para o carnaval 2012 são as lendas e a cultura do Maranhão.

Pouco depois das 22h subiu ao palco a Renascer de Jacarepaguá, estreante do Grupo Especial, com o enredo sobre o artista plástico Romero Britto. A União da Ilha celebra em seu samba os esportes e as Olimpíadas, de Londres ao Rio. Já a Portela faz homenagem a Clara Nunes e os ritos do povo da Bahia.

Depois do incêndio em seu barracão, a Grande Rio tem como enredo a superação. Os musicais que fizeram sucessos no palco serviram de inspiração para a São Clemente. A Porto da Pedra canta a importância do leite na alimentação humana.

A pintura modernista de Cândido Portinari é o enredo da Mocidade. A Imperatriz Leopoldinense fala da Bahia e da obra de Jorge Amado. O Salgueiro segue os versos da literatura de cordel.

Os laços que unem Brasil e Angola conduzem o samba da Vila Isabel. A Mangueira homenageia os 50 anos do bloco carnavalesco Cacique de Ramos. Já o samba da Unidos da Tijuca é uma tributo a Luiz Gonzaga, o rei do baião.

Concurso de Samba de Quadra

Na noite desta sexta-feira (2), acontece a semifinal do 4º Concurso de Samba de Quadra, realizado pelo Sesi. Nesta etapa, serão selecionados dez sambas para a grande final. O vencedor será escolhido só no ano que vem, mas as canções selecionadas nessa noite vão fazer parte de um CD. A festa desta sexta terá apresentação de Neguinho da Beija-Flor.

O Teatro Sesi fica na Avenida Graça Aranha, número 1, no Centro. O evento começa às 19h e a entrada é franca.

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